terça-feira, 30 de novembro de 2010

Procura-se um amigo

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração.

Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

(Vinícius de Moraes)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Um amigo pode...

Eu não posso acabar com todos os seus problemas, dúvidas ou medos, mas posso ouvir você e juntos podemos procurar soluções.
Não posso apagar as mágoas e as dores do seu passado nem posso decidir qual será o seu futuro, mas no presente posso estar com você se precisar de mim.
Não posso impedir que você leve tombos, mas posso oferecer minha mão para você se levantar.
Suas alegrias, triunfos, sucessos e felicidades não me pertencem, mas seus risos e sorrisos fazem parte dos meus maiores bens.
Não é da minha alçada tomar decisões por você, nem posso julgar as decisões que você toma, mas eu posso apoiar, encorajar e ajudar se me pedir.
Eu não posso traçar ou impor limites, mas posso apontar caminhos alternativos, procurar com você medidas de crescimento, formas de encontrar meios de ser você mesmo sem medo da rejeição.
Eu não posso salvar o seu coração de ser partido pela dor, pela mágoa, perda ou tristeza, mas posso chorar com você e ajudar a juntar os pedaços.
Não posso dizer quem você é ou como deveria ser: eu só posso amar você e ser seu amigo!
(autor desconhecido)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Dar

Se você quer alguma coisa, dê-a! Não parece um despropósito? É mais fácil conseguir o que se quer abrindo mão de parte do que já se tem. Quando um agricultor quer mais sementes, pegas as que têm e as entrega à terra. Quando você que um sorriso, oferece o seu. Quando quer afeto, dá afeto. Quando ajuda as pessoas, elas o ajudam. E quando quer um beijo na boca? Beija a boca de alguém. E se quiser que as pessoas lhe dêem dinheiro? Dê um pouco do seu. Pense nisso. Se a fixação, o apego excessivo, impede o fluxo de coisas boas para a sua vida, talvez a atitude oposta seja o desprendimento: o de entregarmos uma coisa que valorizamos muito. O que você dá tende a voltar a suas mãos...

Quantas vezes a gente ouve esse tipo de história... “um velho miserável e pão-duro, que praticamente passava fome, morreu com um milhão de dólares debaixo do colchão?”. Aí vem a pergunta: “Se é preciso dar para receber, o que aconteceu neste caso?”

Aí eu respondo: seu saldo bancário não é a medida de sua abundância. Abundância é aquilo que circula em sua vida. A prosperidade é um fluxo: dar e receber. Se você tem uma fortuna depositada na Suíça e não a usa, esse dinheiro não o está enriquecendo. Tecnicamente é seu, mas na realidade você não “recebe” nada dele. Esse dinheiro não o torna abundante e podia muito bem pertencer a outra pessoa. Portanto, o princípio de dar e receber continua valendo mesmo assim.

Em poucas palavras: o macete consiste em dar sem querer nada em troca. Se você espera um retorno, está fixado no resultado – e quando nos fixamos no que quer que seja, pouca coisa acontece. E não devemos gozar das nossas posses pessoais? Claro que sim! Basta Ter certeza de que é você que as possui, e não elas a você.
(texto de Andrew Matthews, do livro “Siga seu coração”)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Saúde

É claro que saúde advém de certos cuidados mínimos que você tem que ter com o seu corpo, assim como dormir bem e saber escolher os alimentos que você vai colocar no sagrado interior de seu organismo. Tem muito a ver também, com o movimento adequado, um corpo sem movimento é fadado á doença mais cedo ou mais tarde, mas no fundo mesmo ela é fruto da constante alegria de viver!



Você estando alegre, tolerante e feliz a saúde o acompanha, mas se você se fizer triste, magoado ou rancoroso ela o abandona. Desta forma a maneira decidida como você atua em sua mente colocando-a a seu favor diante da vida, concorre de forma decisiva e vigorosa para colocar sua saúde em um patamar distante da possibilidade de ficar doente. A sua saúde esta sempre a depender da química que você desenvolve através de sua alegria e felicidade ou de sua tristeza e magoa.



Você se ajudar significa tão somente não pensar nada contra você mesmo, controlar suas emoções negativas e corrosivas, ser otimista e confiante, deixando que a vida, pela força natural e poderosa do universo o leve invariavelmente ao sucesso e a saúde, decorrências absolutamente naturais do próprio decorrer da vida. Se você não interferir neste mecanismo extraordinário com tantos pensamentos negativos e preocupações absolutamente desnecessária a vida ocorre de forma absolutamente normal dentro de seus padrões de absoluta naturalidade, nada mais!

(por Nuno Cobra)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O Ateu

Um ateu estava passeando em um bosque, admirando tudo o que aquele "acidente da evolução" havia criado. "Mas que árvores majestosas! Que poderosos rios! Que belos animais!", lá ia ele dizendo consigo próprio.

À medida que caminhava, ao longo do rio, ouvia um ruído nos arbustos atrás de si. Ele virou-se para olhar. Foi então que viu um corpulento urso-pardo caminhando na sua direção. Ele disparou a correr o mais rápido que podia. Olhou por cima do ombro e reparou que o urso estava demasiado próximo. Ele aumentou mais a velocidade. Era tanto o seu medo que lágrimas lhe vieram aos olhos.

Foi, então, que tropeçou e caiu desamparado. Rolou no chão rapidamente e tentou levantar-se. Só que o urso já estava em cima dele, procurando pegá-lo com a sua forte pata esquerda e, com a outra pata, tentando agredi-lo ferozmente.

Nesse preciso momento, o ateu clamou: "Oh meu Deus!". Então o tempo parou. O urso ficou sem reação. O bosque mergulhou em silêncio. Até o rio parou de correr.

À medida que uma luz clara brilhava, uma voz vinda do céu dizia: "Tu negaste a minha existência durante todos estes anos, ensinaste a outros que eu não existia, e reduziste a criação a um acidente cósmico. Esperas que eu te ajude a sair desse apuro? Devo eu esperar que tenhas fé em mim?"

O ateu olhou diretamente para a luz e disse: "Seria hipócrita da minha parte pedir que, de repente, me passes a tratar como um cristão, mas, talvez, possas tornar o urso um cristão?!"

"Muito bem", disse a voz. A luz foi embora. O rio voltou a correr. E os sons da floresta voltaram. E, então, o urso recolheu as patas, fez uma pausa, abaixou a cabeça e falou: "Senhor, abençoe este alimento que agora vou comer. Amém".

(Autor desconhecido)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Frases

“É necessário tentar sempre ultrapassar a si mesmo; essa ocupação deve durar tanto quanto a própria vida.”
(Cristina, rainha da Suécia)

“Quanto mais tempo discutimos, mais longe nos achamos do fim da discussão.”
(Samuel Butler)

“Quando a paixão entra pela porta principal, a sensatez foge pela porta dos fundos.”
(Thomas Fuller)

sábado, 6 de novembro de 2010

"Eu te Amo" não diz tudo

O cara diz que te ama, então tá! Ele te ama.
Sua mulher/namorada diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso,as três palavrinhas mágicas.

Mas ouvir que é amado é uma coisa,sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras, precisa de lealdade, sinceridade, fidelidade...

Sentir-se amado, é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade,que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou há dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão....
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A lógica de Einstein

Duas crianças estavam patinando num lago congelado da Alemanha. Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas.

De repente, o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra, vendo seu amiguinho preso e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim quebrá-lo e libertar o amigo.

Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!

Nesse instante, o gênio Albert Einstein que passava pelo local, comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.

Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples, respondeu o Einstein. Não havia ninguém ao seu redor, para lhe dizer que não seria capaz.

”Fazer ou não fazer algo, só depende de nossa vontade e perseverança”.

(Albert Einstein)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A Fábula da Verdade

Uma tarde, muito desconsolada e triste, a verdade encontrou a Parábola, que passeava alegremente, num traje belo e muito colorido.

- Verdade, porque estás tão abatida?
- perguntou a Parábola.
- Porque devo ser muito feia já que os homens
me evitam tanto!
- Que disparate! - riu a Parábola - não é por isso
que os homens te evitam.Toma, veste algumas das
minhas roupas e vê o que acontece.

Então a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda à parte onde passava era bem vinda.
- Pois os homens não gostam de encarar a
Verdade nua; eles a preferem disfarçada."

(Conto Judaico)